Não sou daqui

Um blog sobre intercâmbio

Cheguei, e agora?

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Depois de ver toda documentação e de embarcar rumo ao destino desejado, começa a fase mais importante para muitos intercambistas recém-chegados: a adaptação. É nela que o aluno começa a se acostumar com a língua, com o lugar, com as pessoas e os costumes. Este período pode ser muito complicado e demorado, dependendo do caso. Dificuldades como saudades de casa, estranhamento com relação às diferenças culturais e ao local são os mais sentidos, mas são normais quando se está diante de uma nova realidade.

 Em alguns casos o estudante estranha de tal forma o local que deseja logo desistir da viagem e voltar para seu país de origem. Este foi o caso da aluna Jessica Trevizan, 19 anos. Ela foi para passar seis meses em Toronto, Canadá, e acabou ficando apenas três. Conta que no primeiro dia já pensava em voltar: “A minha primeira semana foi terrível, no primeiro dia eu já queria voltar para o Brasil.” Acrescenta ter decidido diminuir sua estadia: “Senti necessidade de voltar para o Brasil nas primeiras três semanas. Diminui meu tempo de estada lá, mas não voltei imediatamente porque já estava pago.” Porém, conta que após de ter se adaptado, se arrependeu por ter desistido de ficar por menos tempo.

Durante esse período há certos fatores que ajudam para a adaptação. Jessica conta que a proximidade com outros estudantes a ajudou. Além disso, o afastamento com a família que ficou no Brasil foi outro fator importante. Segundo, a psicóloga Cristiane Martins Ferreira está dificuldade é normal e tem motivos, porém o caso muda de acordo com o intercambista : “As expectativas, as motivações e a forma como cada um é capaz de lidar com situações novas, são alguns dos fatores que influenciam na dificuldade ou facilidade de adaptação.” Também diz que a ansiedade e o medo do desconhecido são razões para frustrações e para que o aluno queira voltar para seu país. 

Como dicas para uma melhor adaptação, a psicóloga diz que o estudante deve embarcar sabendo quais são seus objetivos com a experiência e estar aberto para o novo: “Saber exatamente o que está buscando no intercâmbio. Pesquisar bastante à respeito do destino e estar aberto a encontrar coisas diferentes das quais vinha imaginando ao longo do preparo para a viagem são coisas que podem auxiliar a diminuir o medo e a ansiedade do desconhecido.” Além disso, a aluno deve se desapegar um pouco de quem ficou a sua espera, amigos, familiares, namorado ou namorada. Cristiane diz que isso pode ser um empecilho para que o estudante possa aproveitar a viagem. 

A estudante Jessica Trevizan conta sua experiência no Canadá:

Não Sou Daqui: Como foi a primeira semana depois que chegou no país?

Jessica: A minha primeira semana foi terrível, no primeiro dia eu já queria voltar para o Brasil. Sentia muita falta dos meus pais, só deles. A família com a qual eu fui morar me ignorava, falava comigo o básico e nunca me esperavam para jantar, me tratavam como um intrusa.

NSD: Quais foram as principais dificuldades?

Jessica: A primeira dificuldade foi me acostumar a uma família. Eu só ia para casa comer, tomar banho e dormir. Outra dificuldade foi me acostumar com a localização e os meios de transporte. Mas isso foi rápido, e em uma semana eu já estava completamente adaptada. 

NSD: O que ajudou para que se adaptasse e se acostumasse com tudo?

Jessica: Uma das coisas que ajudou a me adaptar mais rápido foram os amigos de cultura semelhante e não manter um contato diário com a minha família. Assim, eu me distraia com outras coisas e não sentia tanta saudade do Brasil.A mudança de casa e de família também ajudou bastante. Todos os estudantes passavam por isso, então ficamos mais próximos, independente da cultura. Os funcionários da escola, também acostumados com a sensibilidade de alguns estudantes, ajudaram bastante.

NSD: Depois desse período de adaptação, como foi sua estada lá?

Jessica: Depois dessa fase de adaptação, o único problema foi não querer voltar. A minha estada lá foi sensacional, foi uma fase de aprendizado constante e de fazer novas amizades semanalmente. Hoje eu sinto dificuldades de adaptação no meu próprio país e não vejo a hora de poder voltar para o Canadá e nunca mais voltar pra cá.

Débora Backes também conversou com os estudantes Allan Kuwer e Ian Linck. Confira o vídeo da entrevista a seguir.

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Written by Débora, Fernanda, Ita e Laís

29/05/2009 às 9:28 AM

Publicado em Uncategorized

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