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Um blog sobre intercâmbio

Por que fazer intercâmbio?

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O intercâmbio possui um significado simples: troca. Uma troca de experiências, cultural ou comercial. Além disso, é uma alternativa conveniente para quem quer aperfeiçoar uma língua, crescer profissional e pessoalmente. Por isso, o número de estudantes que investem nessa alternativa tem aumentado. A viagem é uma experiência cada vez mais desejada entre os estudantes, principalmente entre aqueles que já estão na faculdade. O motivo é simples: eles sabem que realizar uma viagem para o exterior não só serve como uma grande oportunidade de conhecer diferentes países, costumes, idiomas e pessoas, como é importante para o currículo.
Muitas são as universidades brasileiras, particulares e públicas, que possuem convênios com instituições estrangeiras para proporcionar a seus alunos a oportunidade de cursarem uma parte de seus estudos no exterior. As instituições promovem a oportunidade para os estudantes viajarem ao exterior, no período de seis meses a um ano. Ao mesmo tempo, recebem aqui alunos de outros países.

Bryan faz intercâmbio na PUCRS

Bryan faz intercâmbio na PUCRS

Um desses alunos é Bryan Gibel, estudante americano de jornalismo, que optou por estudar na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Bryan tem 27 anos e domina, além do inglês, espanhol e português. Seu sonho é ser correspondente internacional, e sabe que conhecer a América Latina é importante para realizar seu objetivo. Antes de vir para o Brasil, ele já fez intercâmbio em Cuba e na África do Sul. Em entrevista, afirmou que suas viagens têm sido muito importantes para ampliar seus conhecimentos, seja através dos idiomas e culturas diferentes. Bryan conheceu muitos estudantes vindos de outros países, e também diz gostar muito da faculdade nova. Confira aqui o áudio da entrevista na íntegra.

Alice Weidle, 18 anos, é estudante de Direito na PUCRS e cursou o final do Ensino Médio no exterior. Passou um ano na Nova Zelândia e afirma que a experiência fez diferença em sua vida. A idéia surgiu depois que sua irmã foi para os Estados Unidos e reforçou a vontade de aprender outro idioma. Além disso, Alice acredita que esta vivência no exterior lhe abriu a mente para o novo e a fez amadurecer em vários aspectos, principalmente na forma de lidar com o mundo e de lidar com ela mesma. Garante também que qualquer um que faça intercâmbio uma vez vai querer fazer de novo: “Não conheço ninguém que tenha feito e agora não queria sair por aí conhecendo o mundo e tudo o que ele tem a oferecer.” Acompanhe a entrevista com a estudante:

Não Sou Daqui: Como surgiu a ideia de fazer intercâmbio?

Alice: Minha irmã fez intercâmbio, e uma mudança de ares, por mais difícil que pareça, sempre me pareceu valer muito a pena, principalmente para aprender uma segunda língua. O que tu ganhas lá fora, se tu souberes aproveitar, sempre supera o que se perde aqui. Então, desde pequena já tinha decidido que um dia iria também.

NSD: Acha que é uma experiência importante? Por quê?

Alice: Acho, e demais. Sempre que se conhece alguém novo, sempre se acaba aprendendo ou ensinando alguma coisa. O meio onde tu vives te ajuda a compor quem tu és. Tu absorve coisas desse meio de forma positiva ou negativa, e a quanto mais tu te expores, melhor, mais definidas serão tuas ideias e os teus valores. É como comida: muita gente diz que não gosta sem nem ao menos ter provado. Porém, quanto mais tu provas, mais tu sabes do que gosta ou não, e muitas vezes se surpreende. Com as experiências e pessoas é assim também. Tu aprende a ser tu mesmo, aprende teus limites, e o mais importante, muda o teu jeito de pensar de forma positiva, pois te liberta de pré-conceitos. Aceitar as coisas como elas são é com certeza a parte mais difícil disso tudo, mas depois de superada essa parte, o amadurecimento tu leva para vida toda, te tornando mais forte e mais seguro, e principalmente mais flexível.

NSD: Já tinhas feito intercâmbio antes?

Alice: Nunca, mas agora que fiz, estou louca para fazer de novo. Não conheço ninguém que tenha feito e agora não queria sair por aí conhecendo o mundo e tudo o que ele tem a oferecer. Geralmente, é só quem não se adaptou e não se libertou que continua querendo se fechar no próprio mundo, o que acho uma pena.

NSD: Como foi escolher o lugar para onde ir? É complicado escolher país, estado, cidade, faculdade?

Alice: Foi um pouco difícil. Tanta coisa nova, tantas opções que se abrem e tu não sabes muito sobre elas. É difícil avaliar os países em que tu queres morar porque cultura é como um iceberg, o que tu conheces é a parte de fora, é superficial: comida, roupas, música, língua, etc. A maior parte da cultura seria como a parte do iceberg que fica embaixo da água, só vê quem mergulha. É preciso mergulhar na cultura para conhecê-la bem e saber se te agrada. A falta de informações gera insegurança na hora de escolher. O medo de escolher errado é grande, ninguém quer ficar obrigado num lugar onde não gosta, se desiludir e desperdiçar a oportunidade. Ter um objetivo estabelecido e procurar informações facilita muito a escolha. Por exemplo, se tu queres ser fluente numa segunda língua e realmente viver a cultura de um país, tu deves descartar aqueles nos quais o número de brasileiros é grande, porque a afinidade acaba te aproximando deles e tu deixas de se esforçar para conhecer gente de lá.

NSD: Como o intercâmbio afeta e modifica sua vida?

Alice: Essa é com certeza a pergunta mais difícil de responder. Todas as escolhas que tu fazes afetam tua vida, por menores que sejam. O intercâmbio modifica a minha vida porque me modificou. Minha visão de mundo é outra. Aprendi a ter mais paciência, a ser mais tolerante e flexível, mais sociável, mais responsável, mais segura e mais feliz. Me conheci melhor. Amadureci. Aprendi a lidar com meus erros e aceito mais os erros dos outros, conseguindo de um jeito melhor dar a devida importância das coisas. Passei a bastar mais pra mim mesma e a me afastar de quem não me acrescenta em nada. A dimensão da mudança é tão grande que não tem como eu especificar aqui. Mudei mas não deixei de ser eu mesma, a essência continua, apenas sou mais objetiva.

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Written by Débora, Fernanda, Ita e Laís

15/05/2009 às 12:26 PM

Publicado em Uncategorized

2 Respostas

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  1. voce ja sabia falar a oura lingua quando fez o intercambio, ou aprendeu por lá?

    HL

    17/10/2009 at 2:46 PM

    • Sim, mas mesmo já sabendo a experiência no exterior com certeza enriqueceu muito o meu vocubulário. Se não soubesse, acho que conseguiria aprender tranquilamente.

      Débora, Fernanda, Ita e Laís

      17/10/2009 at 9:34 PM


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